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Menino que perdeu mão em acidente recebe prótese no dia do aniversário: ‘Gratidão’

Por Gabriela Almeida

O garoto Rebertt Gabriel, que perdeu a mão após ela ser esmagada por um moedor de cana, em janeiro deste ano, recebeu a sua tão sonhada prótese biônica. O que ele não esperava é que sairia definitivamente com ela em uma data especial: no dia do seu aniversário.

Rebertt completou 12 anos na quarta-feira (1º). Segundo sua mãe, Maria Aparecida de Sousa Rocha, o filho estava todo empolgado para adquirir a prótese, mas manteve a calma durante todos os testes.

“Ele estava que não se aguentava. Agora é questão de tempo, adaptação e treinos”, diz.

Para Rebertt, receber a prótese no dia do seu aniversário foi gratificante. “Eu queria mesmo era agradecer a todos que me ajudaram na campanha, que acompanharam meus passos, a minha história. É gratidão”, conta.

A família de Rebertt é de Taiobeiras (MG), mas vive em outra cidade mineira, em São João do Paraíso. Eles passaram uma temporada em Sorocaba (SP) pois a prótese, que foi adquirida com a ajuda de doações, foi vendida por uma empresa do interior paulista.

“A gente começou a campanha do nada para conseguir a prótese e, em 30 dias, eu consegui R$ 100 mil com as doações”, conta Maria.

O custo da mão biônica ficou em R$ 160 mil. Do valor total, R$ 130 mil foram adquiridos com doações e rifas. Maria explica que escolheu a empresa de Sorocaba pela tecnologia e por possuir parentes na cidade, o que facilitou a estadia.

O dono da empresa especializada em próteses ortopédicas responsável pela mão biônica de Rebertt, Nelson Nolé, explica que ela representa praticamente todos os movimentos que temos na mão.

“Tudo é muito automático para o paciente. Ele acaba se adaptando muito bem e muito rapidamente. É uma mão que atende a praticamente todas as necessidades de movimento da mão humana”, diz.

Segundo Maria, Rebertt já se destacou no início dos testes, quando conseguiu movimentar todos os dedos da mão biônica.

“Está muito alegre, fascinado, encantado com todo mundo. Eu só tenho a agradecer a Deus por tudo e por todos, não tem palavras para eu falar que vá pagar tudo o que Deus nos deu”, agradece.

O acidente

A família de Rebertt vivia no interior de Ribeirão Preto (SP), mas decidiu voltar para Minas Gerais para trabalhar em uma fábrica de rapadura e cachaça. No dia do acidente, o garoto havia pedido para ajudar a mãe a fazer o doce.

“Ele já tinha costume de manusear a máquina, aí ele colocou a luva e a ligou. Uma parede nos separava. Escutei o barulho da máquina ligando e, na hora que ele foi colocar um toquinho da cana, o engenho puxou a luva, foi quando eu ouvi o grito. Só corri até lá e, quando vi, a mão dele já tinha passado até a altura do pulso”, relembra.

A mãe lembra que, no caminho para o hospital, o filho repetia que não queria perder a mão. No entanto, os ferimentos eram muito graves e a amputação foi a única alternativa.

“Depois de amputar, começamos a luta diária. A primeira semana é a mais difícil, de encarar as pessoas e tudo, de nos adaptarmos. Fui atrás de psicóloga, começamos o acompanhamento e ele superou. Eu falo para todo mundo que quem me ajudou a superar o trauma foi ele. Ele é muito forte”, diz.

Sonho de tocar violão e jogar futebol

O jovem sempre teve o sonho de jogar futebol como meia esquerda e tem como ídolo o português Cristiano Ronaldo.

“Depois do acidente, ele me disse que nunca tinha visto nenhum jogador sem a mão. Achei um rapaz que joga profissionalmente com uma prótese, aí ele viu que era possível e continua com esse sonho de ser jogador”, diz a mãe.

Rebertt também tocava violão antes do acidente, além de atuar na igreja da cidade. Com a prótese, ele também pretende voltar a tocar o instrumento.

“Sempre foi uma criança muito especial, bem ativa em tudo. Sempre fez de tudo para ajudar a gente, sempre estava presente nas nossas atividades.”

Maria acredita que o filho será exemplo para muitas pessoas pela forma como ele encara o acidente.

“A forma que eu achei de motivar e ele encarar é erguer a cabeça e correr atrás. Nada vem para a gente fácil, tudo tem uma dificuldade. A gente tem que correr atrás e focar em alguma coisa.”

Na quinta-feira (2), Rebertt e sua mãe viajaram para Ribeirão Preto para visitar a avó do menino e, na sexta (3), retornaram para a casa no interior de Minas Gerais, onde o garoto pretende retornar para a vida normal.

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Sobre o Autor

Miltinho

Gerador de Conteúdo e desenvolvedor Web e Programador Worpress - nível Técnico COTEMIG - BH - A mais de 25 anos experiencia com internet bem como professor d ferramentas para web designer e programação.

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